Rua Antonio Cardoso Nogueira, 539, 05184-000 – São Paulo
MANHÃ (9h-12h)
– Oficinas (VAGAS LIMITADAS)
> introdução à escalada
> nós e voltas
> auto-resgate (necessário equipamento pessoal de escalada e experiência)
> orientação e navegação
> mecânica de bike
9h inscrições no auditório
9h30 início das oficinas
12h encerramento das oficinas
*Atividades livres pela manhã
– Caminhada pela Trilha do “Pai Zé”
– Slackline
– Falsa Baiana
12h pic-nic com as crianças
TARDE (13h-17h)
– Palestra: Sete Cumes como Ana Boscarioli
– Filme: Valley Uprising
– Sorteio de brindes
Gostaria de contratar Ana Boscarioli para uma palestra? Entre em contato com elizabeth@siloseventos.com.br ou visite www.siloseventos.com.br ou pelos telefones: (19) 99773.6756 e (19) 3251.5221
No verão de 2007 no hemisfério norte, Ana Elisa Boscarioli estava a 20 metros do cume do Monte McKinley, no Alasca, que com seus 6.168m de altitude é o ponto mais alto da América do Norte. Diante de um vento de até 100km/h e com o polegar direito entrando em processo de congelamento, a cirurgiã plástica paulista viu que continuar a expedição poderia ser fatal e resolveu iniciar o caminho de volta. A experiência falou mais alto. Mas a vontade de conquistar a montanha persistiu. Afinal, era a única que lhe restava para se tornar a primeira mulher brasileira a completar os sete cumes, que são os pontos mais altos de cada continente.
Esse sonho foi realizado no dia 24 de junho, quando, em sua segunda tentativa, a brasileira de 48 anos atingiu o topo do Monte McKinley, às 7h30m do horário local. Em 2006, a paulista já havia se tornado a primeira do país a pisar no Everest (8.848m), o ponto mais alto da Ásia e do mundo.
O primeiro dos sete cumes conquistado por Boscarioli foi o Monte Aconcágua (6.962m), na Argentina, em 2003. Três anos depois, ela superou os 8.848m do Monte Everest, entre o Nepal e o Tibete. Em 2011 foi a vez do Monte Elbrus (5.642m), na Rússia. Em 2012, o Monte Vinsdon (4.892m), na Antártida, também foi superado. No mesmo ano, Ana Elisa Boscarioli tentou escalar os 4.884m da Pirâmide Carstensz, na Oceania, mas sua expedição foi sequestrada por índios de Nova Guiné e todos tiveram que ir embora. Ela retornou ao Carstensz em 2013 e finalmente conseguiu. Ainda em 2013, a brasileira atingiu o cume do Monte Kilimanjaro (5.891m), na África do Sul.
Para saber um pouco mais sobre essa conquista e seus planos para o futuro, o blog conversou com a escaladora. Confira o bate-papo:
RADICAIS: Qual é a sensação de ser a primeira brasileira a pisar nos sete cumes do mundo? ANA: Escalar os sete cumes é um projeto pelo qual busquei por muitos anos. Esse é o tipo de projeto que você só consegue alcançar quando se tem muito foco, já que são passamos por várias etapas quando temos esse sonho. Por isso, posso afirmar com certeza que a sensação que tive quando consegui foi de orgulho e missão cumprida.
RADICAIS:Foram quantos dias de expedição? ANA: Tínhamos uma expedição na montanha durante 20 dias, mas fiquei 16 dias na montanha. No entanto, ao todo na viagem foram 24 dias. Embarquei no dia nove de maio e voltei em dois de julho.
RADICAIS: Qual foi o momento mais delicado da expedição? ANA: Foi quando saímos da parte do maciço Denali (Denali pass). Chegamos a uma posição que o vento era muito forte e me resfriei bastante, pois demorei quatro horas para me alimentar e hidratar. Fiquei muito fraca. Quando consegui comer algo e beber água já estava mal e resfriada demais. Mesmo tentando me aquecer andando mais rápido, não consegui me recuperar e tive que voltar para base. Foi quando pensei em desistir, pois tive a sensação que não teria forças para voltar a escalar o cume.
Após voltar para barraca, consegui me esquentar e recuperar. Assim, refleti muito sobre o que tinha acontecido e pensei “já estive aqui uma vez e não consegui. Se for embora sem atingir meu objetivo novamente, vou ter que voltar”. Neste momento, tomei a decisão de tentar mais uma vez. Foi uma decisão difícil, pois escalar esse cume estava sendo muito árduo e no dia anterior tinha sofrido muito, mas, mesmo assim, resolvi arriscar e consegui.
RADICAIS: Como foi essa sua experiência no Alasca? ANA: Foi a segunda tentativa. A diferença é que na primeira vez, como é tudo novo, ficamos mais estressados, com mais insegurança, pois não conhecemos o local e “aproveitamos” menos a paisagem. Nesta segunda tentativa, consegui ficar um pouco mais solta e aproveitei mais a natureza da montanha, a paisagem deslumbrante. Fizemos um voo sobre as montanhas e pude observar o “mar de montanha”, a sua imensidão e curtir a paisagem única do local. Desta forma, fiquei mais “íntima” da montanha e segura da escalada.
RADICAIS:Há quanto tempo você planejava escalar os sete cumes? ANA:Desde que escalei o Monte Aconcágua há 11 anos, em 2013, a minha vontade de superar limites e escalar o monte Everest aumentou. Após a conquista do Everest percebi que queria escalar os sete cumes e o projeto “nasceu”.
RADICAIS:Já está planejando uma nova expedição? Ou projeto? ANA: Por enquanto, não tenho nada em mente. Estou descansando, já que o McKinley foi muito difícil para mim. No entanto, tenho certeza que em pouco tempo vai surgir a vontade de conquistar novos desafios.
Veja matéria original que saiu no Correio Popular:
1)Fonte: ESPORTES CORREIO POPULAR A15- Campineira Consegue Nova Façanha Campinas, terça-feira, 22 de julho de 2014
Ana Elisa Boscarioli pode chegar ao topo dos sete maiores picos de cada continente
Primeira brasileira, ANA ELISA BOSCARIOLI REALIZA OS SETE CUMES
SÃO PAULO – Ana Elisa Boscarioli embarcou no início do mês para o Alasca para tentar subir o Monte Mckinley (6.194 m), o último que falta para ela completar o projeto Sete Cumes. Se conseguir, se tornará a primeira mulher brasileira a alcançar o topo dos maiores picos de cada um dos sete continentes. Aos 48 anos, a cirurgiã plástica leva na bagagem a experiência de ter vencido o desafio de 8.848 metros do Everest e por ter superado o trauma de ter sido sequestrada por milícias na Papua Nova Guiné, quando tentava escalar a Pirâmide Carstensz (4.884 m).
O hobby se tornou algo tão importante em sua vida que hoje ela é uma das referências no País em escalada de grandes altitudes e tem um currículo invejável. Além disso, consegue conciliar a vida profissional em uma clínica e as tarefas de casa – ela tem uma filha de 13 anos. “Tenho uma clínica, faço meus horários, treino aos finais de semana e durante a semana tento escapar e me organizar para treinar. Montanha não é só preparo físico, é mente também. É determinação e foco”, explica a médica, que começou a praticar o esporte aos 33 anos e ficou sete anos praticando.
Brasileira Ana Elisa Boscarioli tenta finalizar projeto Sete Cumes
Em alguns pontos da escalada, o perigo é muito grande e os atletas precisam ter cordas de segurança
Os acampamentos costumam ser o ponto de partida para as subidas mais importantes
Alguns trechos mais planos ajudam aos alpinistas economizarem energia para as subidas
Em 2011, Ana Elisa conquistou o Monte Elbrus, o maior da Europa, com 5.642 metros de altitude
A chegada ao topo é o momento de maior alegria e a felicidade supera o cansaço
Os alpinistas precisam improvisar para fazer suas necessidades básicas nas alturas
Os alpinistas precisam ter muita coragem para encarar algumas escaladas
No ano passado, a atleta atingiu o cume da Pirâmide Carstensz, na Oceania, com 4.884 metros de altitude
Em cada escalada, é muito importante o contato com a população local
Em 2013, Ana Elisa subiu o Monte Kilimanjaro, o maior da África, com 5.891 metros de altitude
Ana Elisa já chegou bem perto de escalar o Denali, no Alasca, mas ficou a poucos metros do topo e teve de recuar
Ana Elisa faz pose para fotos com o Monte Everest ao fundo
A vista do alto das montanhas é impressionante e rende ótimas fotos
Em 2003 Ana Elisa escalou o Monte Aconcágua, de 6.962 metros de altitude, o maior da América do Sul
Para escalar grandes altitudes, é necessário ter equipamento adequado e ter bom preparo físico
Ana Elisa conta que o preparo mental é muito importante na escalada de grandes altitudes
A alpinista já levou a bandeira do Brasil para o topo em seis continentes
As barracas são montadas em acampamentos na base da montanha, para preparar para a subida
A ajuda da população local é fundamental para o sucesso da empreitada
2006: As expedições costumam ser feitas em grupos e há muita comemoração quando o grupo chega ao pico
Ana Elisa Boscarioli foi a primeira mulher brasileira a escalar o Monte Everest
Aviões que conseguem pousar no gelo deixam os alpinistas mais perto das montanhas
Sua paixão foi aumentando à medida que a altitude ficava maior. Aos 40 anos, assumiu o maior desafio ao escalar o Everest, se tornando a primeira mulher brasileira a conseguir tal feito. “Foi um sonho, e na hora que acaba fica um vazio tão grande que imediatamente veio o projeto Sete Cumes. A partir daí, quis tentar subir em todos os maiores picos de cada continente”, diz. Ela teve de abrir mão de muita coisa por causa dos objetivos, incluindo optar por não ter mais filhos. Só para se ter uma ideia, nessa viagem ao Everest ela ficou 70 dias longe de casa. “Minha filha fica super orgulhosa e conta na escola que a mãe dela foi a primeira mulher brasileira a escalar o Everest. Mas hoje em dia ela já pergunta se existe algum risco na próxima montanha.”
Um dos momentos mais tensos que ela já teve foi na Papua Nova Guiné, na primeira vez que tentou escalar a Pirâmide Carstensz, uma região de população aborígene e que existem muitas disputas entre as tribos. “Para fugir das vias onde tinham disputas por território, nossa expedição optou por ir por outro caminho mais rústico. Mas nos deparamos com uma milícia, que veio cobrar pedágio da gente. Nós estávamos com alguns nativos, mas não adiantou. Eles queriam 20 mil dólares de cada um e nós éramos umas dez pessoas”, lembra.
Todos foram revistados em busca de armas, mas os guerrilheiros pegaram todos os passaportes dos alpinistas. “No final, chegamos a um acordo de 3 mil dólares para que devolvessem o nosso passaporte e não pudemos continuar. Eles estavam muito agressivos, com facão e arco e flecha. No ano seguinte, fui com um grupo de brasileiros, entramos pelo mesmo lugar, numa expedição menor, e tinha um alemão que falava a língua dos nativos, que nos acompanharam até a montanha. Lá a gente caminhava com água na canela, muita chuva, sem trilha, no meio do mato. É uma área muita remota”, conta.
Agora Ana Elisa está a caminho da única montanha que conseguiu derrotá-la. Em 2007, ela participou de uma expedição e ficou a poucos metros do pico, mas acabou tendo de recuar por causa das condições climáticas e para preservar sua integridade física. “Faltava pouco, era só a pontinha final, tinha de dar a volta no cume, mas estávamos escalando a 8 ou 10 horas, vento aumentando, tempo piorando, era um grande risco. Voltamos por segurança. Montanha é assim. Também tive um princípio de congelamento na ponta dos dedos, foi uma escalada muito difícil. Acho que é a pedra no meu sapato”, afirma.
Para não deixar o sonho escapar, ela fez uma preparação na altitude em Arequipa, no Peru, treinando trekking e mountain bike. A aclimatação foi excelente e depois ela deixou São Paulo com destino a Ancorade, no Alasca. Depois ainda pegou um avião que pousa no gelo, para iniciar a caminhada para o Denali. Ana Elisa está na companhia de alguns norte-americanos. A previsão é que a expedição tenha sucesso nos próximos dias, se as condições climáticas ajudarem. Se alcançar mais uma vez o topo do mundo, ela já pensa em traçar novos planos. “Vai dar vontade de fazer mais um projeto, não sei se consigo ficar longe de montanha”, conclui.
Ana Elisa Boscarioli alcançou o cume do Monte McKinley (6.194m) no Alasca, no último dia 24 de maio, tornado-se a primeira mulher brasileira a completar o projeto dos 7 Cumes, que consiste em escalar a montanha mais alta de cada continente. Ana Boscarioli já tinha entrado para a história do montanhismo nacional ao se tornar a primeira mulher brasileira a escalar o
Everest, em 2006. Suas Conquistas nos 7 Cumes
• Everest (8.848m) – Ásia – 19.05.2006
• Aconcágua (6.962m) – América do Sul – 18.01.2003
• McKinley (6.194m) – América do Norte – 24.05.2014
• Kilimanjaro (5.892m) – África – 21.09.2013
• Elbrus (5.642m) – Europa – 06.08.2011
• Vinson (4.892m) – Antártida – 06.11.2012
• Carstensz (4.884m) – Oceania – 29.10.2013 –
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